Rompimentos e rachas mexem com a política dos municípios do RN

 


        A política municipal do Rio Grande do Norte tem sido marcada por uma série de rompimentos e mudanças de alianças. Em diferentes municípios, lideranças que estiveram juntas em eleições anteriores passaram a seguir caminhos separados.

        Em Passagem, a prefeita Wedna Mendonça e o grupo do ex-prefeito Tota Fagundes se afastaram após uma divergência envolvendo os apoios políticos para 2026. Tota e a vice-prefeita Fernanda Fagundes declararam apoio a Benes Leocádio, contrariando um acordo que previa apoio a João Maia.

        Em Serra Caiada, a vice-prefeita Socorro Furtado rompeu com o grupo do prefeito Joãozinho Furtado e do ex-prefeito Faustinho. Em abril, ela anunciou apoio a Nina Souza e passou a atuar politicamente de forma independente.

        Em Jundiá, o prefeito Galego dos Touros e o ex-prefeito Zé Arnor se distanciaram após terem sido aliados na eleição de 2024. Zé Arnor havia apoiado Galego para sucedê-lo, mas, após a posse, os dois grupos passaram a seguir caminhos diferentes. O rompimento já projeta possíveis disputas para 2028.

        Em Itaú, o ex-prefeito André Júnior e Zé Roberto Pezão também romperam politicamente. Havia um entendimento para que Pezão fosse o candidato do grupo na sucessão, mas André decidiu apoiar Fabrício Régis. Os dois acabaram adversários na eleição suplementar de maio, vencida por Pezão.

        Os casos mostram como a política municipal potiguar está em constante movimento, com alianças construídas em uma eleição podendo ser modificadas antes mesmo da próxima disputa municipal.


Por Souza Oliveira,

Colaborador.

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