Arez sediou, neste sábado, o 5º Encontro dos Guardiões Potiguares das Abelhas sem Ferrão

     Neste sábado, dia 11 de julho de 2026, entre 7h e 17h, a Escola Estadual Jacumaúma, em Arez-RN, foi palco do V Encontro anual dos Guardiões Potiguares das Abelhas sem Ferrão. O evento, organizado pelo IMASPE (Instituto Socioambiental Mata Atlântica do Sapé), que tem como seu diretor-executivo o sr. Mauricio Viana, reuniu mais de 100 meliponicultores (criadores de abelhas sem ferrão) e apicultores de  várias regiões do Rio Grande do Norte, promovendo momentos de confraternização, diálogos, comércio, palestras e intercâmbio de saberes.


O diretor-executivo do IMASPE, Mauricio Viana, promovendo a abertura do evento.

    O evento iniciou às 7h, com o forró pé de serra de Marcos Lopes, do Museu do Vaqueiro, e café de manhã para os convidados. Depois, a abertura oficial do evento foi realizada pelo membro do IMASPE, Mauricio Viana, seguida de uma oração proferida pelo Padre William, também criador de abelhas. Ao longo do dia, foram promovidas diversas palestras, como "O Mercado da Sociobiodiversidade: Oportunidade de Negócio a Partir das Abelhas Nativas sem Ferrão ", promovida por Francisco Melo de Medeiros, pedagogo e técnico em agroecologia. O sr. Dhyego Melo, biólogo atuante no Parque das Dunas, apresentou a palestra "Meliponário do Parque das Dunas como Instrumento de Educação Ambiental". Já a professora Gunhthinéia Alves de Lira, professora da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ), ministrou a palestra "Cultivando Vidas: Como as Abelhas Sem Ferrão Transformam a Nossa Relação com a Natureza". Encerrando a programação da manhã, o zootecnista Helder Câmara, consultor do SEBRAE, apresentou o tema "Abelhas: impacto no manejo da preservação". 

    Os participantes inscritos tiveram direito à almoço, como também à participação na feirinha, que já é tradição nos Encontros dos Guardiões, onde os próprios inscritos levam seus produtos (como mel, pólen, geleia real, caixas para abelhas, mudas de plantas melíferas, colônias de abelhas, etc.) para comercializarem ou trocarem entre si. 

    Na parte da tarde, ocorreu a oficina "Café com Meliponicultura: um diálogo entre o pé de Umbuzeiro do Monturo e os Novos Horizontes da Criação de Abelhas sem Ferrão", organizada pelo apicultor, meliponicultor e agroecólogo João Paulo Evangelista. Após a oficina, o evento foi encerrado com o sorteio de enxames, caixas de abelhas, mudas de plantas e lembranças. 

    Esse encontro, assim como os anteriores, cumpriu seu dever de reunir amigos e conhecidos unidos por um interesse em comum: a preservação e o estudo das abelhas nativas do Brasil, ressaltando não somente seu aspecto fundamental na preservação do meio ambiente, como também suas potencialidades no comércio sustentável. Como diria o professor Paulo Nogueira Neto (in memoriam), um dos maiores pesquisadores das abelhas no Brasil: "Se você trata a natureza a ferro e fogo, em minutos o seu machado destruidor arrasará a cidade e seus habitantes, se, porém, o seu coração for amigo das maravilhas que nos proporcionou o Criador, preservará este pequeno reino e poderá entender melhor a Terra e a vida que a povoa"


Por Johnathan Trindade

Colaborador

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