O ex-deputado federal Rafael Motta oficializou sua filiação ao PDT, movimento que amplia a disputa interna da legenda no Rio Grande do Norte para a eleição de 2026. Com a chegada do ex-parlamentar, o partido passa a contar com dois nomes colocados como pré-candidatos ao Senado: Rafael Motta e Jean-Paul Prates. A definição sobre qual dos dois representará o partido na composição majoritária com o PT deverá ocorrer nas próximas articulações entre as lideranças da base governista.
A tendência é que apenas um dos nomes integre a chapa principal ao lado do PT, enquanto o outro poderá ocupar espaço estratégico na composição política, inclusive como suplente. Nos bastidores, a avaliação é de que a escolha levará em conta viabilidade eleitoral, alianças regionais e capacidade de agregação dentro do campo governista.
Rafael Motta retorna ao centro do debate eleitoral após já ter disputado uma vaga ao Senado em 2022, quando concorreu pelo PSB. Na ocasião, terminou em terceiro lugar, com 22,76% dos votos válidos, atrás de Rogério Marinho, que venceu a eleição com 41,85%, e de Carlos Eduardo Alves, que ficou em segundo com 33,40%. Apesar de não ter conquistado a vaga, Rafael teve desempenho expressivo e chegou ao fim da campanha competitivo em várias regiões do estado.
Durante a campanha de 2022, Rafael Motta cresceu nas pesquisas nas semanas finais e conseguiu consolidar parte do eleitorado progressista, embora a polarização entre Rogério Marinho e Carlos Eduardo tenha predominado no resultado final. Esse histórico é visto por aliados como um ativo importante para a nova pré-candidatura, especialmente diante do cenário de duas vagas ao Senado em 2026.
A filiação ao PDT também reforça a estratégia do partido de ampliar protagonismo na chapa governista e manter influência nas negociações para o próximo pleito, em um cenário que já começa a movimentar intensamente os bastidores da política potiguar.
Por Souza Oliveira.

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